Emoção marca sepultamentos dos policiais civis mortos por bandidos
Centenas
de pessoas, entre familiares, amigos e colegas de trabalho,
acompanharam o velório e o sepultamento do agente de Polícia Civil
Antônio Pereira Pinto Neto, que morreu ontem após ter sido baleado
durante um confronto com bandidos em São José do Mipibu. As polícias
civil e militar continuam as diligências em busca dos três criminosos
que conseguiram fugir logo após o enfrentamento, ocorrido na noite de
segunda-feira, quando Neto e Jovanez de Oliveira Borges foram atacados.
Irmão do comandante de Policiamento Metropolitano, o coronel Wellington
Alves, o policial civil Antônio Neto foi enterrado no cemitério de Nova
Descoberta, na zona Sul de Natal, por volta das 10h20 de hoje. No
último adeus, uma salva de tiros, efetuados por agentes da civil,
consternados com a perda dos dois companheiros de trabalho, que foram
alvejados quando trabalhavam. Muitos policiais militares também
compareceram ao velório e sepultamento.
Antônio Pereira Pinto Neto
Durante o sepultamento, muitos companheiros de trabalho
do policial civil lembraram, com carinho e saudades, dos momentos de
trabalho divididos com o agente Neto, como era chamado. Na instituição
há cerca de 15 anos, era conhecido pela coragem e iniciativa em suas
atividades diárias, como lembrou o agente Marcílio Laurentino, que o
conheceu há oito anos. “Quando soube da notícia da morte dos dois
colegas, ficamos todos muito tristes e abatidos. Eu trabalhei em várias
operações e abordagens policiais com o Antônio Neto, que sempre foi
muito destemido, corajoso e enfrentava todo tipo de operação, mesmo sem
termos uma estrutura favorável para atuar. Trabalhamos juntos durante
uma época, quando atuamos na delegacia de Ponta Negra”, disse Marcílio.
Antônio Neto tinha 48 anos de idade e deixou esposa e três filhos,
sendo um de oito anos e dois adolescentes.
Jovanez de Oliveira Borges
Ele era irmão do coronel Wellington Alves, que
permaneceu a maior parte do tempo abatido com a perda. Neto ainda
chegou a ser socorrido com vida para o Hospital Walfredo Gurgel, onde
foi submetido a três cirurgias, mas não resistiu e faleceu na manhã de
ontem. Já o corpo do segundo policial civil executado pelos bandidos
foi sepultado sob forte comoção no final da tarde de ontem, no
cemitério Morada da Paz, em Emaús, Parnamirim. Jovanez de Oliveira
Borges tinha 42 anos e deixou esposa e dois filhos, de três e oito anos
de idade. Ele morreu ainda no local do crime, após ter sido atingido
por vários disparos de fuzil, disparados pelos quatro bandidos que
estavam em uma caminhonete roubada. Equipes das polícias militar e
civil continuam as diligências em busca dos bandidos que participaram
do confronto. Até o momento, apenas um, identificado como Marco Aurélio
Amadeus Alves, foi encontrado, mas morreu após trocar tiros com a
polícia, na madrugada de ontem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário